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Seguros para Carros Elétricos: como o corretor de seguros deve atender

  • Por Redação Agger
  • março 9, 2026
Índice

O mercado de mobilidade mundial vive sua maior transformação desde a substituição das carruagens pelos motores a combustão. No Brasil, essa mudança ganha contornos específicos com a chegada agressiva de novas montadoras e a expansão da infraestrutura de recarga.

Para o profissional de seguros, entender as nuances dos seguros para carros elétricos deixou de ser uma curiosidade tecnológica para se tornar uma estratégia de sobrevivência e crescimento de carteira.

Atender esse novo perfil de cliente exige mais do que simpatia; exige domínio técnico sobre componentes que não existiam no dicionário do corretor tradicional há cinco anos. O “novo luxo” ou a “nova eficiência” desses veículos traz consigo uma série de novos riscos no seguro auto que precisam ser explicados detalhadamente para evitar frustrações no momento do sinistro.

Neste artigo, vamos mergulhar no ecossistema da eletromobilidade, analisar os dados de mercado da Agger e traçar o caminho para você se tornar a autoridade que esse cliente exigente procura.

O futuro do mercado de seguros e a frota eletrificada no Brasil

Quando analisamos o futuro do mercado de seguros, é impossível ignorar o gráfico ascendente da eletrificação. O Brasil, que historicamente tem uma matriz energética limpa, apresenta um terreno fértil para essa transição. 

Diferente da Europa, onde o foco é estritamente ambiental, o consumidor brasileiro de veículos elétricos no Brasil busca também status tecnológico e economia operacional a longo prazo.

O impacto no mercado de seguros é direto: as seguradoras estão recalibrando seus algoritmos de risco. Um veículo elétrico possui cerca de 20 partes móveis no motor, contra mais de 2.000 de um carro a combustão. Isso reduz a manutenção preventiva, mas eleva drasticamente o custo em colisões severas. 

O corretor que não compreende essa dinâmica corre o risco de oferecer apólices com coberturas insuficientes para o valor real dos componentes.

O crescimento da frota e a demanda por atendimento especializado

O aumento das vendas de carros elétricos e híbridos gera um gargalo: a falta de atendimento consultivo. 

Muitos consumidores compram o veículo por impulso ou encanto tecnológico, mas ficam órfãos de informação técnica na hora de contratar a proteção. O corretor que se posiciona hoje como especialista estará colhendo os frutos da fidelização de um público com alto poder aquisitivo e baixa sinistralidade comportamental, mas alta complexidade técnica.

Especialização, nesse cenário, não é apenas diferencial competitivo. É estratégia de posicionamento para crescimento sustentável da carteira.

Novos riscos no seguro auto: O que muda na prática?

Vender seguros para carros elétricos requer uma “reaprendizagem”. O risco de incêndio, embora estatisticamente menor que em carros a combustão, exige protocolos de combate ao fogo muito mais complexos. Além disso, há fatores de risco externos que o corretor precisa pautar:

1. A Bateria como o “Coração do Risco”

A bateria de íons de lítio representa, em média, de 30% a 50% do valor total do veículo. Em caso de colisão, mesmo que a lataria sofra danos leves, se houver qualquer deformação no invólucro da bateria, a maioria das montadoras recomenda a substituição completa do módulo. Isso eleva a probabilidade de Perda Total (PT) em colisões que seriam consideradas simples em veículos convencionais.

2. Infraestrutura e Recarga

O momento da recarga é um ponto crítico. Curtos-circuitos na rede elétrica residencial que danificam o sistema do carro ou até mesmo o roubo do cabo de carregamento (que possui alto valor de revenda no mercado negro) são situações que devem estar previstas nas coberturas adicionais.

3. Mão de Obra e Peças de Reposição

Ainda há poucas oficinas referenciadas com certificação para trabalhar em sistemas de alta tensão (acima de 600V). Isso significa que, em caso de sinistro, o carro pode precisar ser deslocado para outra cidade ou estado, o que exige uma cobertura de guincho com quilometragem ampliada ou ilimitada.

Diferenças entre veículos elétricos e híbridos no seguro

Muitos corretores tratam todos os eletrificados da mesma forma. No entanto, na hora de fechar seguros para carros elétricos, as diferenças são marcantes:

  • Híbridos (HEV e PHEV): Possuem sistema duplo (combustão e elétrico). O custo de reparo pode ser alto em ambas as frentes.
  • Elétricos Puros (BEV): Foco total no software e na integridade da bateria. Não possuem velas, filtros de óleo ou correias.
Tabela de comparativo de riscos e coberturas referente ao seguros de carros elétricos.

Tendências em mobilidade: Os modelos mais cotados em 2025

Estar sintonizado com o que os clientes estão pesquisando permite que o corretor antecipe orçamentos e estude as condições das seguradoras. 

Segundo dados da Agger, sãotrês protagonistas que dominam as buscas por seguros para carros elétricos e híbridos no sistema:

  • Toyota Corolla (Híbrido): O porto seguro do conservadorismo. É o modelo que faz a ponte para muitos clientes que ainda têm receio da eletrificação total. Sua cotação é frequente por ser um carro de volume e excelente revenda.
  • BYD Song: Lidera as buscas no sistema Agger dentro da categoria de SUVs médios eletrificados. Sua tecnologia de bateria Blade é um argumento de venda que o corretor deve conhecer para discutir segurança com o segurado.
  • GWM HAVAL: Outro gigante que domina as cotações, atraindo um público que busca performance e tecnologia embarcada.
Infográfico do perfil do cliente de carro híbrido-elétrico em 2025.

Como os corretores podem se atualizar para este novo perfil

O cliente que busca seguro para carros elétricos costuma ser bem informado. Ele já leu o manual, assistiu a diversos reviews no YouTube e sabe a diferença entre kW e kWh. Se o corretor demonstrar insegurança técnica, a venda é perdida.

Estratégias de Posicionamento como Especialista

O atendimento especializado começa na linguagem. Substitua o termo “combustível” por “energia” ou “autonomia”. Mostre que você conhece as tendências em mobilidade participando de eventos do setor e acompanhando os boletins técnicos das seguradoras.

Uso de Conteúdo Educativo

As redes sociais são o canal ideal para atrair esse público. Em vez de postar apenas “Peça sua cotação”, crie conteúdos que resolvam dúvidas:

  • “O que acontece se o meu carro elétrico ficar sem bateria no meio da estrada?”
  • “O seguro cobre danos causados por raios durante o carregamento?”
  • “Bateria de carro elétrico: como o seguro avalia a perda total?”

Esse tipo de abordagem educa o lead e estabelece você como uma autoridade antes mesmo do primeiro contato comercial.

Abordagem de vendas e Cross-sell: Expandindo os negócios

O proprietário de um veículo eletrificado raramente para apenas no carro. Ele está inserido em um estilo de vida que preza por eficiência e, muitas vezes, por sustentabilidade.

Dicas de Abordagem para Leads

Ao receber um lead que pesquisa por seguros para carros elétricos, foque na consultoria de riscos periféricos. Pergunte sobre o local de carregamento. Se ele carrega em casa, ele já tem um seguro residencial que cobre danos elétricos à estação de recarga? Se ele carrega em condomínio, ele sabe de quem é a responsabilidade em caso de curto-circuito na rede predial?

Oportunidade de Venda Casada (Cross-sell)

  1. Seguro Residencial: Essencial para proteger o Wallbox (carregador de parede) contra surtos de tensão e incêndios.
  2. Painéis Solares: Grande parte dos donos de elétricos instalam energia fotovoltaica. Existe um seguro específico para esses equipamentos contra granizo e danos elétricos.
  3. Seguro de Responsabilidade Civil: Caso o veículo cause um dano a terceiros em uma estação de recarga pública ou compartilhada.

Passo a passo para cotar seguros para carros elétricos com eficiência

Para garantir que você não esqueça nenhum detalhe importante no momento da cotação, siga este roteiro:

  1. Verifique a Versão Exata: No caso dos eletrificados, uma pequena sigla muda completamente o sistema (ex: PHEV vs BEV).
  2. Confira a Cobertura de Acessórios: O cabo de carregamento portátil deve ser listado como um acessório de alto valor.
  3. Ajuste o Guincho: Certifique-se de que a quilometragem contratada é suficiente para alcançar uma oficina autorizada da marca (que são mais raras).
  4. Verifique a Cobertura de Danos Elétricos: Algumas seguradoras oferecem essa cobertura específica para o sistema de alta tensão.
  5. Utilize o Agilizzador: Conte com o multicálculo da Agger que permite que você faça diversas cotações de forma muito rápida.

Com o avanço dos veículos elétricos no Brasil, o corretor que se antecipa e domina essas informações não apenas protege o patrimônio do cliente, mas também blinda sua própria corretora contra a obsolescência. O futuro é elétrico, e o seu atendimento também precisa ser.

A tecnologia da Agger está pronta para te ajudar a gerir essas cotações com precisão. 

Em Resumo

1. O seguro de um carro elétrico é mais caro que o de um a combustão?

Atualmente, os valores estão se equilibrando. Algumas seguradoras oferecem taxas até 15% menores para elétricos, pois o perfil do condutor é considerado mais prudente e o custo de manutenção preventiva é baixo. Contudo, o valor do prêmio acompanha o valor de mercado (Tabela Fipe), que costuma ser mais alto nestes modelos.

2. O que acontece se a bateria acabar na rua?

A maioria das seguradoras que atuam com este nicho oferece um serviço de reboque específico para “pane seca” de bateria, levando o veículo até o ponto de recarga mais próximo ou até a residência do segurado.

3. O seguro cobre o carregador Wallbox instalado na garagem?

Geralmente, o Wallbox é considerado um item fixo da residência. Por isso, ele deve ser incluído na apólice de Seguro Residencial como um equipamento eletrônico ou acessório da casa, e não no seguro do automóvel.

Foto de Redação Agger

Redação Agger

Há 30 anos no mercado, a Agger, parceira de corretores com a maior plataforma de gestão e cotações de seguros do Brasil, é uma empresa líder em número de clientes e em geração e análise de dados de seguros. A empresa, que está presente em 95% dos municípios brasileiros, oferece a melhor combinação de soluções para conectar corretores, segurados e seguradoras e está transformando a distribuição de seguros no Brasil. Por meio da Plataforma Agger, que atende um terço dos corretores ativos no Brasil, possui mais de 16 mil clientes e uma base de mais de 86 mil usuários, realizando mensalmente mais de 50 milhões de cotações de seguros. Além disso, a empresa atua em 15 ramos de seguros e mais de 40 seguradoras credenciadas.

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